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Planos para criar corredor marítimo de ajuda a Gaza avancam

Planos para criar corredor marítimo de ajuda a Gaza avancam

Global viernes 08 de marzo de 2024 -

AFP
Os planos para a entrega de ajuda humanitária pelo mar à Faixa de Gaza, território devastado pela fome após cinco meses de guerra entre Israel e Hamas, avançaram nesta sexta-feira (8) com o anúncio da abertura de um corredor marítimo a partir do Chipre e da construção de um porto temporário.
No porto cipriota de Larnaca, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que espera a abertura no domingo de um corredor para transportar ajuda desta ilha para o território palestino, embora os detalhes da operação não tenham sido divulgados.
Von der Leyen assinalou que, nesta sexta-feira, seria implementada "uma operação piloto" e que os Emirados Árabes Unidos ajudaram a ativar o corredor "assegurando o primeiro de muitos envios de mercadorias à população de Gaza".
Ontem, em seu discurso anual sobre o estado da União, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou que o Exército de seu país tem a missão de "estabelecer um cais provisório no Mediterrâneo, na costa de Gaza, que possa receber grandes carregamentos de alimentos, água, medicamentos e abrigos temporários".
O governo dos Estados Unidos, principal aliado de Israel, tem pressionado cada vez mais este país, que apenas permite a entrada de ajuda a conta-gotas no território palestino, submetido a um cerco desde que a guerra começou em outubro.
Israel recebeu com satisfação o plano que "permitirá aumentar a ajuda humanitária [...] após um controle de segurança, de acordo com as normas israelenses", afirmou na rede social X o porta-voz da diplomacia do país, Lior Haiat.
- 'Cais provisório' -
A ajuda "não pode ser considerada secundária nem uma moeda de troca", afirmou Biden em seu discurso, no qual também fez o apelo por um "cessar-fogo imediato".
A construção de um "cais provisório" vai demorar várias semanas e não inclui o envio de soldados americanos ao território, indicaram fontes em Washington, antes de acrescentar que os israelenses foram informados.
Diversos países árabes e ocidentais voltaram a lançar ajuda humanitária pelo ar no norte de Gaza.
Fontes médicas reportaram a morte de cinco pessoas por acidente no lançamento de ajuda humanitária por este meio.
Funcionários de alto escalão da ONU, no entanto, afirmaram que as entregas por ar ou mar não podem substituir os envios terrestres e alertaram para a "fome generalizada quase inevitável" no território palestino cercado.
A ONU afirma que 2,2 milhões dos 2,4 milhões de habitantes de Gaza estão à beira da fome. "A diversificação das rotas de abastecimento por terra continua sendo a melhor solução", afirmou Sigrid Kaag, coordenadora da ajuda da ONU para Gaza.
- Negociações 'na próxima semana' -
O Ministério da Saúde em Gaza, governado pelo Hamas desde 2007, afirmou que pelo menos 20 civis - a maioria crianças - morreram vítimas de desnutrição e desidratação.
A situação é especialmente crítica no norte, onde a distribuição de ajuda por terra é quase impossível devido aos combates, à destruição e aos saques.
Até o momento, a guerra deixou 30.878 mortos em Gaza, a maioria civis, segundo o balanço mais recente do Ministério da Saúde do território, que cita 78 vítimas fatais nas últimas 24 horas.
O conflito começou quando os combatentes do Hamas atacaram o sul de Israel em 7 de outubro e assassinaram 1.160 pessoas, segundo um balanço da AFP baseado nas informações divulgadas pelas autoridades israelenses.
Os islamistas também sequestraram 250 pessoas. Israel calcula que 130 continuam retidas em Gaza, das quais 31 teriam morrido.
Os países mediadores - Estados Unidos, Catar e Egito - esperam alcançar um acordo para uma trégua que inclua a libertação de reféns em troca de prisioneiros palestinos antes do início do ramadã, mês sagrado para os muçulmanos, que começa no início da semana que vem.
As negociações no Cairo com representantes do Hamas foram suspensas após quatro dias e devem ser retomadas na próxima semana, segundo o canal AlQahera News, próximo do serviço de inteligência egípcio.
Está previsto que Von der Leyen viaje em 17 de março ao Egito, país que mantém fechada sua fronteira terrestre com Gaza.
As negociações "não acabaram", afirmou o embaixador dos Estados Unidos em Israel, Jack Lew.
- Sem concessões -
A delegação do movimento islamista deixou a capital egípcia depois que Israel não atendeu suas "exigências mínimas", segundo uma fonte palestina.
O Hamas, considerado uma organização terrorista por Israel, Estados Unidos e UE, exige um cessar-fogo definitivo e que as tropas israelenses abandonem Gaza antes de assinar qualquer acordo.
Nesse sentido, o porta-voz das brigadas Ezzedine al Qassam, o braço armado do movimento, reiterou hoje que não haverá concessões nessas exigências.
"Nossa prioridade máxima para conseguir uma troca de prisioneiros é uma cessação total da agressão e uma retirada do inimigo e não há concessões", declarou, em um vídeo, Abu Obeida.
Esta declaração diminui as esperanças de uma nova trégua na guerra entre Israel e Hamas.
O Hamas também exige a volta para casa de centenas de milhares de civis deslocados pela guerra e que se inicie a reconstrução do território.
Israel, por sua vez, exige que o Hamas forneça uma lista precisa dos reféns que continuam vivos em Gaza, mas o movimento islamista afirma desconhecer quem está "vivo ou morto".
bur-phy/am/hgs-meb/an/fp/rpr/ic
© Agence France-Presse


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SG/CR

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